quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

aula poesia pra uma estudante da vida

É desagradável falar de Paulo Freire, por milhões de vãs razões

Sendo uma delas, por exemplo, que ficam tentando de má fé

Confundir minha crítica com a posição conservadora da direita

A esses eu direi que o pior de Paulo Freire é o quanto ele é reacionário

Na sua fala e escrita demagógica, simplória, consuetudinária

Mas você que quer mesmo realmente aprender me perguntou

E então eu quero responder a você

O que incomoda não é que ele fale que a educação é para o povo

E que os educadores não devem se sentir acima dos outros

E que devem buscar meios e conteúdos, linguagens e sinais

Que os outros entendam

Isso é óbvio, não me incomoda nem espanta, isso é que o eu sempre fiz

Quando era criança, antes de entrar prà escola, e nestas muitas décadas

De estar colado com o ensino/aprendizagem, que eu escrevo assim

Porque é um ato de alta voltagem, da vontade, que se permuta

Como a corrente alternada de Tesla, e que nunca nunca nunca

Se fixa num só polo, não é solo, é sempre POLIFONIA.

No quadro multicolorido mental que é filme mas é multi

Dimensional, escrevi essa palavra em letras maiúsculas

E másculas, ao mesmo tempo que felizes e femininas

Porque é impossível fazer numa aulapoesia o levantamento

De todo o rol da bizarrice covarde e da autopirataria

Que a demagogia faz full time na prática acima citada.

Mas não  há de ser nada. Quero dizer, seremos tudo.

Gente como você me faz sempre acreditar no mundo

E no futuro da inteligência, e essa crença antibestice

E pró pensamento, eu trago comigo o tempo todo,

Intempestivo e ativo, no momento

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