É desagradável falar de Paulo Freire, por milhões de vãs razões
Sendo uma delas, por exemplo, que ficam tentando de má fé
Confundir minha crítica com a posição conservadora da direita
A esses eu direi que o pior de Paulo Freire é o quanto ele é reacionário
Na sua fala e escrita demagógica, simplória, consuetudinária
Mas você que quer mesmo realmente aprender me perguntou
E então eu quero responder a você
O que incomoda não é que ele fale que a educação é para o povo
E que os educadores não devem se sentir acima dos outros
E que devem buscar meios e conteúdos, linguagens e sinais
Que os outros entendam
Isso é óbvio, não me incomoda nem espanta, isso é que o eu sempre fiz
Quando era criança, antes de entrar prà escola, e nestas muitas décadas
De estar colado com o ensino/aprendizagem, que eu escrevo assim
Porque é um ato de alta voltagem, da vontade, que se permuta
Como a corrente alternada de Tesla, e que nunca nunca nunca
Se fixa num só polo, não é solo, é sempre POLIFONIA.
No quadro multicolorido mental que é filme mas é multi
Dimensional, escrevi essa palavra em letras maiúsculas
E másculas, ao mesmo tempo que felizes e femininas
Porque é impossível fazer numa aulapoesia o levantamento
De todo o rol da bizarrice covarde e da autopirataria
Que a demagogia faz full time na prática acima citada.
Mas não há de ser nada. Quero dizer, seremos tudo.
Gente como você me faz sempre acreditar no mundo
E no futuro da inteligência, e essa crença antibestice
E pró pensamento, eu trago comigo o tempo todo,
Intempestivo e ativo, no momento