terça-feira, 22 de setembro de 2020

Canto

É tão linda a primavera
Que o meu coração espera
A primavera chegar
E quando chega a primavera
Tudo fica tão alegre
Que eu só consigo cantar

Mundus Liber

Leia livros veja lives e ouça os conselhos

Por aí espalhados feito palha ao vento

Mas quem te ensina mesmo é a Natureza

Que na verdade é a presença de Deus

Hoje 22 de setembro de 2020

Começa a Primavera

E como se não bastasse tanta glória

Ela ainda traz consigo o equinócio

A única data do ano

Em que o dia e a noite se apresentam

Exatamente iguais

Que lição você quer mais

O livro é o mundo livre

Mundus Liber

E Deus é a nossa mãe e o nosso pai

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Vale

Não fale nada
Mas fale
De tudo
Que você quiser
Você é amiga
Mulher
Eu sou seu amigo
E eu estou contigo
Pro que der
E vier

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Nós

Sempre foi impossível
Mas no entanto
Possível
E isso é mais que ação ou paixão
Isso é a própria voz de Deus
A criação
Se realiza neste instante
Em nós

sábado, 5 de setembro de 2020

Maravilhoso

No campo humano os interesses se conflituam
Se contradizem, se harmonizam, se misturam
As pessoas pensam que não se entendem
Mas quando você para o instante
Por um momento
Você sai do tempo
Comum
E vê que tudo é eterno
E sente que tudo é tão terno
O bonito
No seu jeito
Tudo é divino

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Uns dias

Queria te chamar de bebezinho
Porque é só assim que você virá a entender
Um dia
Meu carinho
Por você

As novas revoluções das esferas celestes

Poeta por exemplo é o grande Zé Limeira
Homem do povo do nordeste do século retrasado
Que escreveu cordel
Nele
Cada verso que vem é um universo diferente
E você fica zonzo e tonto e tanto
E vai pirando
Planando subindo
E
Escalando
Os platôs e as montanhas
Da canção
Como dantes bem soube o outro poeta
Que é pura criação e invenção

Quando a gente lê o verso inicial
E já sabe qual será o próximo
E o outro e depois
E assim
Ad infinitum
Ad nauseam
Sem pausa
No tédio
Dum abismo infernal
Então esse suposto poema é o próprio inferno
O mesmo vale pra um texto
Ou uma aula

Quando cada nova frase ou novo verso
Estabelece uma nova consciência
Fazendo o xadrez de estrelas pró mental
Do qual falou o sermonista seiscentista
Portuga brasileiro genial

Então a poesia é o Paraíso
E como Goethe sabia e nos contou
O Paraíso é a própria terra em que vivemos
E amamos e lutamos e corremos
Quando ela é vital sutil legal

Evolução

Quando fala o pensamento
É criação que luz no momento
O intempestivo
O Brasil é milionário
Mas está nesta miséria
Geral e mental
Principalmente por culpa das escolas
E das mídias
Escolas e mídias fazem os governos
Eternos
Que balançam prà direita e prà esquerda
Pra ficar no mesmo lugar
O lugar do não pensar
A escola eu percebi quando menino
E li algo assim em Deleuze e Guattari
Só ensina UMA coisa:
Palavra de ordem

Quer libertar o homem?
Liberte o mundo
Quer libertar o mundo?
Liberte seu país
Quer libertar seu país?
Liberte sua cidade
Quer libertar sua cidade?
Liberte a sua escola
Quer libertar a sua escola?
Liberte a sua mente
Quer libertar a sua mente?
Liberte o homem
Em você

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Se alimenta Brasil

(cordelzinho)

Quanto mais você espera
Mais demora pra entregar
É por isso que é melhor
Deixar o assunto pra lá
Querer que o mundo se amolde
Irá lhe decepcionar

Um dia nós vamos ver
Florescer nosso país
Podia ter sido ontem
Foi a gente quem não quis
Pode ser que nem demore
Nosso povo a ser feliz

A mesma fala travada
Que aos antigos repetia
E que se requenta hoje
Na mídia e no dia a dia
Pode virar verso e prosa
Mas não renova nem cria

Seja bonzinho e cordeiro
Acredite no seu sonho
Desde Xuxa a Paulo Coelho
O lenga-lenga enfadonho
Paulo Freire farofeiro
O mesmo texto tacanho

Nenê toma leite quente
A mãe lhe dá mamadeira
Mas homem crescido, gente,
Faz comida em frigideira
Come coisas com sustança
E escolhe artigos na feira

terça-feira, 1 de setembro de 2020

O pior poeta do Brasil e do mundo (moeda louca)

Aquele que a mídia aplaude e toda hora toca
Porque fala exatamente o que a sua mente sente como sendo
A mesma coisa oca
O pior poeta do Brasil e do mundo
Também me inspira
Ao lê-lo ou ouvi-lo ou principalmente ao sê-lo
Mesmo não sendo pior nem poeta
Nem de lugar nenhum
Uma chávena de café me enche ainda mais de drama
Isso no sentido grego da palavra
No sentido em que a dama
Da peça do bardo inglês
Clama
E reclama
Mas um olhar me inspira ainda muito mais
Olhar de quem? Meu que olho a moça que fala
Ou o olhar da moça que sempre se cala
Mesmo falando tanto?
Sujeito e objeto se mostram as duas faces
De uma moeda louca
De infinitos reais
Que traz estampada em si todos os bichos do cosmos
E mesmo que não valha nada
Vale muito mais

Eu e os Beatles

Foi quando entrei numa espaçonave ou alguma coisa assim Que eu acho que eles chamavam vīmana E vi que ali havia muitos munis que me abençoar...