segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Atualização

(dedicado aos meus alunos de todas as idades)

Seja atualizado
Com o tempo
Complexo
Onde não há passado nem futuro
E sim um presente infindável
De ricas possibilidades
E combina ações

Não se esforce por ser mais um
Encaixado
No rebanho
Seja a patota da esquina do bairro
Ou
Sejam as curtidas numa dessas mídias
Mal sofridas

Seja atualizado
Daqui a alguns anos
Essa louca corrida pela moda
E pela aprovação maciça
De internautas
Será considerada
Mal passado

sábado, 29 de agosto de 2020

Rico

Eu amo tanto o Rio
Que eu quero ficar rico
Pra comprar uma casa em cada bairro do Rio
Quero morar aqui, na Freguesia, em Ipanema,
Na ilha e Paquetá
E eu quero uma casa no campo
E também quero morar em São Paulo,
Rio, Rio Grande do Sul, Centroeste,
Bahia e Região Norte e nordeste,
Nova Iorque, Paris, Atenas,
Amsterdam e Lisboa
Falo isso numa boa
Eu sou um homem rico
Porque
Eu amo tanto o Rio
O mundo e o Brasil

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

My band

Machiavelli se vestia com gala pra ler depois do trabalho
Porque ali estavam seus verdadeiros amigos
Pound told that literature is a talk between intelligent men
E eu sinto que os meus amigos estão perto
Quando eles cantam suas poesias ou falam suas filosofias
Pra mim
Tudo começa com Friedrich Nietzsche
O grande coração pulsante dos séculos vinte
E vinte um
Quem não queria ter conhecido Zoroastro
Carlos Castaneda
Sidharta
Lao Tzu
Krshna
E Jesus Cristo
Michael
Eu os conheço e com eles converso
Meu amigo das noitadas nos bares falando da vida
É Robert Allen Zimmerman
Bob Dylan
Ah sim
E eu sou o Quinto Beatle
Mesmo se eles ainda não sabem disso
Muito bem
É assim que é, meu bem
É assim que a banda toca

domingo, 9 de agosto de 2020

Senzala gigante

A escola é a máquina máxima da libertação mental
Se for acionada com calma e atenção
Do jeito que é
As pessoas sendo adestradas desde pequenas
Quando não têm defesas
Pelas propostas robóticas
Da direita
E da esquerda
As pessoas vivendo como lesmas
Sob lemas e esquemas
Como o cara lá falou
"Pensam" por decretos
Mas por isso mesmo não pensam
E como desenhou
O Ziraldo
"Quem não pensa dispensa"
Vivendo há décadas nesta senzala mental gigante que é o Brasil
Você se sente mal?
Por que você ainda finge que é normal
O trânsito as autoridades o comércio os bancos
As empresas multinacionais que aqui atuam
E as nacionais também
Ninguém respeita ninguém
Parece a Europa antes do século 20
Quando não tinha higiene
Nem esgoto
Nem respeitava as leis
Parece a Ianquelândia atual
Sob a égide de alguma paranoia bem normal
O ser humano é um ser especial
Por isso ainda acreditamos
E oramos
Laboramos
E amamos

Inglês mais burrão

O que adiantou o Roger Waters ter feito aquela letra de lata
Tão legal
Another brick on the wall
Pra depois sem saber como a banda toca na senzala-continente do Brasil
Apoiar o horripilante PT
Contra a direita e a esquerda por igual
Pois são iguais
E contra ainda mais
Os "bonzinhos" que querem entregar o ouro ao bandido
A escola é mais que um tijolo
Do oprimido
A escola tem sido
Neste país de senhores feudais
Canibais
A fábrica dos fracos
Sem sentido

Burros mais burros

Estaria tudo certo se eu me chamasse Bon Monde
Ou Good World
Ou até
Em último caso
Drummond
Mas eu me chamo Carlos
E nasci no Brasil
Tudo seria as mil maravilhas
Se eu fosse o 007
E a minha mira nunca falhasse
Pra enfrentar os monstros
Do espectro
Como não sou ianque nem europeu
Fico aqui pagando juros sobre juros
E cumprindo juramentos
Imaturos
Que o mundo fez pro imundo
E se lambeu

Inteligentes mas burros

Quando fui fazer faculdade de Biologia
Eu ficava espantado com a simplicidade
Das pessoas das rotinas de tudo que tinha
Quero dizer a obviedade
A nescidade das pessoas
Professores e alunos
Livros e teorias
Eu pensava
Como assim?
Por acaso a humanidade é uma escrava
Mental
Que pensa que pensa e que repete fórmulas
E formas, sem nem entender como ou por quê
Imaginava todo um quadro de ficção científica
Tipo a humanidade projetada desde a genética
Até a comportamento
Numa programação mental
Feita de substâncias químicas diluídas
De raios muito sutis irradiados
Do longo lenga lenga dos discursos
E imagens
Já tínhamos tvs
E uma multidão insuportável de imbecis
Hoje temos celulares e pcs
E eu percebo que o meu paranoico delírio
Não era delírio

Eu e os Beatles

Foi quando entrei numa espaçonave ou alguma coisa assim Que eu acho que eles chamavam vīmana E vi que ali havia muitos munis que me abençoar...