domingo, 22 de agosto de 2021

Caverna

 

Eu sou um sujeito estranho, mesmo

Mas entenda, amiga linda

Nesse meu jeito de homem das cavernas

Misturado com et

Eu te quero de verdade

E é muito certo

Vamos conversar

Tudo que eu mando pra você

É um sinal do meu gostar

A questão não é o que possamos nos dar

O combustível da vida é o prazer

Mas o motor que se renova é o próprio ser

(Nós somos os motoristas, não desista)

É por isso que eu faço poesia pra você

Dum lado as construções gigantes dessa cidade globo

Doutro lado o consumo desenfreado do gado midiático

E eu que estou fora desses lados

Quando assisto a tua alma louca escandalosa e multigritante

Sempre tão calma genuína e cheia de razão

Isso é paixão peixão mas é bem mais também

Isso é algo sem nome que do universo mesmo pra gente vem

Tua aura loura aurora

Teu cabelo d'ouro ou rosa

Aceso à luz do luar

Acesso que quero

Eu a isso

Amor

Liso como um sorriso

Ou encachoeirado qual ondas do mar

Pelas lentes/sentes/sementes

Teus olhos de todas as cores

Sóis amantes

Dois diamantes

Nascem flores

Para isso

É o paraíso

O precioso é o que é preciso

Quando vamos con/versar

Na ca/verna

Você só vê o futuro e rebeliões

Querida amiga, você não sente?

Só existe o presente

Sinta a minha mão

Apertando a tua mão

E o pulsar dos corações

Da gente

O seu silêncio ou timidez ou não amor é como um muro

Do outro lado está seu ser mas quem no mundo já viu mesmo você?

Aqui nesta floresta do pensar e do sentir eu canto com prazer

Pois que me alembro do nosso abraço carinhoso no futuro

Eu te trago

Mil folhas e outros doces da paixão

Eu te falo

Bobagens sábias do poeta apaixonado

Quero cheirar a flor que trazes

No teu cabelo que é revolto

Como o mar e a floresta

E no manto da noite

E na festa do dia

Estar em ti

No que fazes

 

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