Eu sou um sujeito estranho, mesmo
Mas entenda, amiga linda
Nesse meu jeito de homem das cavernas
Misturado com et
Eu te quero de verdade
E é muito certo
Vamos conversar
Tudo que eu mando pra você
É um sinal do meu gostar
A questão não é o que possamos nos dar
O combustível da vida é o prazer
Mas o motor que se renova é o próprio ser
(Nós somos os motoristas, não desista)
É por isso que eu faço poesia pra você
Dum lado as construções gigantes dessa cidade globo
Doutro lado o consumo desenfreado do gado midiático
E eu que estou fora desses lados
Quando assisto a tua alma louca escandalosa e multigritante
Sempre tão calma genuína e cheia de razão
Isso é paixão peixão mas é bem mais também
Isso é algo sem nome que do universo mesmo pra gente vem
Tua aura loura aurora
Teu cabelo d'ouro ou rosa
Aceso à luz do luar
Acesso que quero
Eu a isso
Amor
Liso como um sorriso
Ou encachoeirado qual ondas do mar
Pelas lentes/sentes/sementes
Teus olhos de todas as cores
Sóis amantes
Dois diamantes
Nascem flores
Para isso
É o paraíso
O precioso é o que é preciso
Quando vamos con/versar
Na ca/verna
Você só vê o futuro e rebeliões
Querida amiga, você não sente?
Só existe o presente
Sinta a minha mão
Apertando a tua mão
E o pulsar dos corações
Da gente
O seu silêncio ou timidez ou não amor é como um muro
Do outro lado está seu ser mas quem no mundo já viu mesmo você?
Aqui nesta floresta do pensar e do sentir eu canto com prazer
Pois que me alembro do nosso abraço carinhoso no futuro
Mil folhas e outros doces da paixão
Eu te falo
Bobagens sábias do poeta apaixonado
Quero cheirar a flor que trazes
No teu cabelo que é revolto
Como o mar e a floresta
E no manto da noite
E na festa do dia
Estar em ti
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